16 Outubro 2011

Toda Beleza Anuncia Deus

A beleza da Criação e a beleza revelada nas artes falam ao homem de Deus. Muitos importantes pensadores cristãos têm refletido sobre este tema, desde Dionísio o Pseudo-Aeropagita e Santo Agostinho, passando por Tomás de Aquino, Kierkergaard e Dostoievski até, entre os contemporâneos, os teólogos Hans Hurs Von Balthasar e Bruno Forte e os dois últimos Papas (João Paulo II e Bento XVI). Os desenvolvimentos recentes dessa reflexão permitiram cunhar a expressão Estética Teológica (1) para designar o ramo do pensamento que se ocupa do referido tema. Nesta postagem transcrevemos algumas inspiradas passagens de documentos dos mencionados Papas, de um Bispo católico brasileiro e um poeta e filósofo irlandês relacionadas com o assunto, e apresentamos uma prática contemplativa proposta em retiros do Círculo Gregório de Nissa, na qual os participantes são convidados a mergulhar, em clima de oração, na beleza de algumas composições musicais escolhidas.

Carta aos Artistas

(Passagens da carta endereçada em 1999 pelo Papa João Paulo II aos artistas de todo o mundo)

“Deus chamou o homem à existência, dando-lhe a tarefa de ser artífice. Na “criação artística”, mais do que em qualquer outra atividade, o homem revela-se como “imagem de Deus” (...). Com amorosa condescendência, o Artista divino transmite uma centelha da sua sabedoria transcendente ao artista humano, chamando-o a partilhar do seu poder criador.


“Ao pôr em relevo que tudo o que tinha criado era bom, Deus viu também que era belo. A confrontação entre o bom e o belo gera sugestivas reflexões. Em certo sentido, a beleza é a expressão visível do bem, do mesmo modo que o bem é a condição metafísica da beleza.


“A este respeito, é igualmente significativa a lauda extasiada, que São Francisco de Assis repete duas vezes na chartula, redigida depois de ter recebido os estigmas de Cristo no monte Alverne: ‘Vós sois beleza... Vós sois beleza!’ São Boaventura comenta: ‘Contemplava nas coisas belas o Belíssimo e, seguindo o rasto impresso nas criaturas, buscava por todo o lado o Dileto.'

“Toda a autêntica inspiração, porém, encerra em si qualquer frêmito daquele “sopro” com que o Espírito Criador permeava, já desde o início, a obra da criação. (...) Fala-se então justamente, (...) de 'momentos de graça', porque o ser humano tem a possibilidade de fazer uma certa experiência do Absoluto que o transcende.

“Já no limiar do terceiro milênio, desejo a todos vós, artistas caríssimos, que sejais abençoados, com particular intensidade, por essas inspirações criativas. A beleza, que transmitireis às gerações futuras, seja tal que avive nelas o assombro. Diante da sacralidade da vida e do ser humano, diante das maravilhas do universo, o assombro é a única atitude condigna.

“A beleza é chave do mistério e apelo ao transcendente. É convite a saborear a vida e a sonhar o futuro. (...) Que as vossas múltiplas sendas, artistas do mundo, possam conduzir todos àquele Oceano infinito de beleza, onde o assombro se converte em admiração, inebriamento, alegria inexprimível.”

Arte e Oração

(Excertos da alocução do Papa Bento XVI na audiência geral de 31.08.2011)

"Hoje, gostaria de me deter brevemente sobre um dos caminhos que podem nos conduzir a Deus e servir também de ajuda para o encontro com Ele: refiro-me ao caminho das manifestações artísticas, que faz parte daquela “via pulchritudinis” – o “caminho da beleza” – do qual já falei diversas vezes, e que o homem contemporâneo deveria recuperar em seu significado no mais profundo.


"Talvez já lhes tenha acontecido algumas vezes, diante de uma escultura, de um quadro, de certos versos de poesia ou de uma peça musical, sentir uma emoção íntima, ter uma sensação de alegria, ou seja, sentir claramente que diante de vocês não havia apenas matéria (um pedaço de mármore ou de bronze, uma tela pintada, um conjunto de letras ou uma sequência de sons), mas algo maior, algo que 'fala', capaz de sensibilizar o coração, de comunicar uma mensagem e de elevar a alma.U (...) A arte é capaz de expressar e de tornar visível a necessidade que o homem tem de ir além daquilo que se vê, pois manifesta a sede ea busca do infinito.AAaa AA arte (...) pode ser comparada a uma porta aberta para o infinito, para a beleza e para a verdade que vão mais além da vida quotidiana. E uma obra de arte pode abrir os olhos da mente e do coração, impelindo-nos rumo ao alto. Uma obra de arte pode abrir os olhos de nossa mente e coração, impelindo-nos para o alto.


"Algumas expressões artísticas constituem verdadeiros caminhos que levam a Deus, à beleza suprema, e podem ser uma ajuda para crescermos na relação com Ele, na oração. Trata-se das obras que nascem da fé e que expressam a fé. Refiro-me às obras que nascem da fé e que a expressam. Podemos ter um exemplo, quando visitamos uma catedral gótica: sentimo-nos arrebatados pelas linhas verticais que se perfilam rumo ao céu e atraem para o alto o nosso olhar eo nosso espírito enquanto, ao mesmo tempo, nos sentimos pequenos, e no entanto desejosos de plenitude... Podemos ter um exemplo disso quando visitamos uma catedral gótica: sentimo-nos arrebatados pelas linhas verticais que se perfilam rumo ao céu e atraem o nosso olhar e nosso espírito enquanto, ao mesmo tempo, nos sentimos pequenos e, no entanto, desejosos de plenitude (...) Ou ainda, quando ouvimos uma peça de música sacra, que faz vibrar as cordas do nosso coração, a nossa alma é como que dilatada e ajudada a dirigir-se a Deus. Outras vezes, quando ouvimos uma peça de música sacra que faz vibrar as cordas do nosso coração, nossa alma parece dilatar-se e ser impelida para Deus. Volta-me ao pensamento um concerto de músicas de Johann Sebastian Bach, em Munique da Baviera, dirigido por Leonard Bernstein. (...)


"Quantas vezes quadros ou afrescos, frutos da fé do artista, nas suas formas, nas suas cores e na sua luz, nos impelem a dirigir o pensamento para Deus e fazem aumentar em nós o desejo de beber na fonte de toda beleza! (...) Paul Claudel, famoso poeta, dramaturgo e diplomata francês, tendo entrado na basílica de Notre Dame de Paris durante uma missa de Natal, em 1886, sentiu a presença de Deus precisamente ao ouvir o canto do Magnificat. Ele nãoNão tinha entrado na igreja por motivos de fé, mas precisamente para procurar argumentos contra os cristãos e, no entanto, a graça de Deus agiu no seu coração.nãonão havia entrado na igreja movido pela fé, mas em busca de argumentos contra os cristãos. E, no entanto, a graça de Deus agiu no seu coração.


"Queridos amigos, convido-os a redescobrir a importância deste caminho também para a oração, para a nossa relação viva com Deus. As cidades e os povoados do mundo inteiro encerram tesouros de arte que exprimem a fé e nos exortam à relação com Deus. (...) Assim poderemos deter-nos a contemplar – na passagem da simples realidade exterior para a realidade mais profunda que a obra de arte exprime – o raio de beleza que nos atinge, que quase nos “fere” no mais íntimo de nosso ser e que nos convida a elevar-nos até Deus.


(...) Esperemos que o Senhor nos ajude a contemplar a sua beleza, tanto na natureza como nas obras de arte, assim como a sermos sensibilizados pela luz da sua face, a fim de que também nós possamos ser luzes para o nosso próximo. "Esperemos que o Senhor nos ajude a contemplar sua beleza, tanto na natureza como nas obras de arte, para sermos tocados pela luz do seu rosto e, assim, podermos nós também ser luz para o nosso próximo."


A Beleza e a Ética


Como bem recorda o Bispo católico brasileiro Dom Antonio Augusto Duarte (2), aquele que contempla e saboreia a beleza em qualquer uma de suas múltiplas formas (na Criação, nas artes, na filosofia, na liturgia etc.) não se condena, por esta atitude, a permanecer confinado aos estreitos limites de suas sensações e interesses. Pelo contrário: além de apontar para Deus, a abertura à beleza contribui para elevar a pessoa à apreciação mais fina dos valores éticos, orientando-a para uma vida mais generosa, mais harmônica e mais conforme a esses valores:


"O pulchrum a beleza conduz o pensamento humano para o que é realmente verdadeiro, bom e uno, daí a afirmação sobre a beleza como sendo o esplendor da verdade, o esplendor do bem e o esplendor da unidade do ser. (...) O momento estético que percebe a verdade, o bem e a unidade dos seres criados deve ser considerado como um momento importante e também um momento ético único, pois a percepção do pulchrum – do belo presente na realidade cotidiana concreta – chama à liberdade para uma percepção consciente da realidade e para uma resposta à verdade integral, ao bem e à unidade referenciais, isto é, para ver e para responder a Deus, suprema Verdade, único Bem e perfeita Unidade.


"A estética ou a beleza objetiva da realidade converte-se, assim, na pedra de toque do reconhecimento prático da finalidade última do homem e da mulher. Através do belo eles podem conhecer e dirigirem-se ao fim verdadeiro e bom e que vai concedendo uma unidade harmônica à diversidade própria da vida temporal. (...)


"A beleza mais esplendorosa que existe é o pulchrum que corresponde ao ser humano. Logicamente tal beleza não se reduz à perfeita disposição das formas anatômicas (...) O conhecimento da pessoa, na sua intimidade mais profunda imago Dei traduz-se numa mais profunda e interpeladora chamada de Deus-Criador à liberdade humana e, portanto, numa nova e inesperada orientação para a própria plenitude."


Nossa Beleza


O poeta, filósofo e místico irlandês John O'Donohue (1956-2008) oferece um belo fecho para as reflexões acima: "Na presença do Deus da Beleza nossa própria beleza resplandece. Deus é a atmosfera na qual nossa essência se clarifica, onde toda falsidade e pretensão desaparece. Nele somos completamente envolvidos. Nenhuma palavra é necessária; nenhuma ação é requerida; pois tudo está aqui. Deus é o círculo do tempo no qual todas as nossas possibilidades se reúnem. Em Deus a retrato perfeito de nossas almas se delineia. Todos os nossos diferentes seres se unificam: os seres que somos e fomos e poderíamos ter sido e poderíamos ser, os seres não escolhidos, todas as nossas noites e todos os nossos dias, nossas vidas visíveis e invisíveis." (3)


Prática Espiritual Contemplativa

Esta prática, proposta desde 2006 em retiros do Círculo Gregório de Nissa, destina-se a dispor os participantes à atitude de escutar música em atitude contemplativa, com a consciência de que sua beleza reflete a beleza essencial de Deus.
Para isto foram selecionadas duas composições curtas e conhecidas de grande beleza: O segundo movimento do Concerto de Aranjuez, de Joaquín Rodrigo, e o Adágio para Cordas e Órgão, de Albinoni, no formato definido em 1958 por Remo Giazzotto. Enquanto a primeira composição reflete a atmosfera ensolarada e vibrante da Andaluzia, região onde nasceu Rodrigo, a segunda evoca as sombras e a solenidade das catedrais. A beleza de ambas é dádiva de Deus.

Recomendações:
Ao ouvir as composições mantenha-se atento(a) a todo o seu desenrolar, mas sem reagir criticamente aos seus detalhes. Procure manter o corpo relaxado e a mente aberta, passiva, livre de pensamentos, preocupações e imagens. Deixe as vibrações da música ressoar por seu corpo, especialmente o plexo solar. Compreenda que você está pisando em solo sagrado, pois a beleza dessas composições reflete a beleza e a bondade essenciais de Deus, que o convida a partilhá-las. Responda a esse convite mergulhando no silêncio, ao término da música, por meio da Oração Centrante, da meditação ou de outra forma contemplativa e silenciosa de oração.


(1) Bruno Forte A Porta da Beleza – Por uma Estética Teológica. Editora Idéias e Letras, 2006.

(2) Dom Antonio Augusto Dias Duarte (Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro) A Beleza e a Ética. Communio, Revista Internacional de Teologia e Cultura outubro / dezembro de 2008.

(3)
John O'Donohue
Beauty – Rediscovering the True Sources of Compassion, Serenity and Hope. Harper Perennial, 2005.

12 Março 2011

Vida Ativa e Vida Contemplativa (entrevista)

O texto a seguir reproduz um entrevista concedida pelo coordenador do Círculo Gregório de Nissa, Sérgio de Morais, à jornalista Maria Luiza de Castro Andrade, publicada em março de 2010 pelo jornal mensal Folha Carioca (no. 74).

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Em uma época marcada pela tecnologia, pela supremacia do dinheiro e do poder, é surpreeendente o número sempre crescente de pessoas que se inscrevem para as oficinas de Oração Centrante, promovidas pelo Círculo Gregório de Nissa, coordenado por Sérgio de Morais, um cearense radicado no Rio há 51 anos, engenheiro eletricista, casado e pai de duas filhas.

O materialismo exacerbado do século 20 teve sua contrapartida na busca espiritual, como sempre acontece quando há um desequilíbrio entre opostos. Nas décadas de 60 e 70, os jovens descobriram as religiões orientais, a ioga e suas diversas formas de meditação. Desde então, o número de pessoas que fazem meditação no mundo não para de crescer.

Como surgiu a Oração Centrante?

Na Igreja Católica, meditação e contemplação estavam associadas à vida monástica. Incentivados pelo Concílio Vaticano II, que exortava a Igreja a se expressar numa linguagem contemporânea, os monges trapistas americanos Thomas Keating, Basil Pennington e William Meninger perceberam que essa forma de oração, enraizada na tradição contemplativa da Igreja, poderia ser apresentada de forma acessível às pessoas e aos jovens de hoje atraídos pelas práticas religiosas do Oriente.

(Na foto acima, Dom Basil Pennington com Sérgio de Morais no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, em 1998). Como antes informado, Dom Basil foi um dos três mestres históricos da Oração Centrante – e o primeiro a visitar o Brasil, cumprindo programa de retiros e/ou palestras no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife / Olinda e no Mosteiro Trapista de Campo do Tenente, PR ).

A Oração Centrante é uma forma de meditação?

De fato há muitas características que justificariam essa classificação, mas evitamos o nome meditação porque na tradição cristã essa palavra está associada à reflexão. A Lectio Divina (leitura contemplativa das Escrituras), uma prática muito antiga que nós também ensinamos, inclui uma etapa (meditatio) em que meditamos (isto é, refletimos) sobre o texto lido. Mas quem quiser usar essa denominação deve considerar a OC como uma correspondente genuinamente cristã (não uma adaptação) da meditação oriental, com quase 700 anos de prática pelas comunidades monásticas.

Qual o atrativo maior da Oração Centrante para os adeptos da meditação?

Muitas pessoas não se sentem confortáveis cantando mantras em sânscrito ou em tibetano, sentadas à moda oriental, na posição de lótus. Para elas, a OC oferece uma prática contemplativa (ou meditativa) que remonta aos primórdios do Cristianismo. O método da OC foi tirado de um clássico do século XIV da literatura espiritual cristã, A Nuvem do Não Saber, tratado sobre contemplação escrito por um autor anônimo, considerada a obra mais importante da mística inglesa.

Além dos católicos, quem mais freqüenta os grupos de Oração Centrante?

A OC é aberta a todos os credos. Todos somos buscadores, todos estamos a caminho. A Igreja também. Os mestres e divulgadores da OC sempre desejaram trabalhar em contexto ecumênico. Muitos dos que participam de comunidades como a nossa estão em estado de rebelião em relação às suas Igrejas (Católica, Batista, Presbiteriana...). Estamos cientes disso, mas consideramos que nossas reuniões não são o lugar apropriado para discutir essas discordâncias. Nos espaços em que se pretende construir uma comunidade ecumênica é preciso que os participantes se abstenham de entrar em controvérsias e de formular críticas seja às igrejas alheias, seja à sua própria igreja.

Nos EUA e Canadá, países de maioria protestante, a adesão dos evangélicos aos grupos de Oração Centrante é um fato. E no Brasil?

Nós desejamos muito que isto venha a ocorrer também no Brasil. O “workshop” promovido por nós no Rio, em 2007, para membros dos Alcoólicos Anônimos e demais seguidores de programas de 12 passos, foi conduzido por Mary Rathbun, uma luterana-presbiteriana dos EUA. Talvez dentro de algum tempo possamos trazer ao Brasil Cynthia Bourgeault, uma guia espiritual que é pastora da Igreja Episcopal, atualmente uma das principais mestras de Oração Centrante em todo o mundo.

Devido à grande maioria de católicos entre nós, nossos retiros não poderiam deixar de ter uma fisionomia católica. E como não temos uma sede, os encontros costumam acontecer em salões cedidos pelas igrejas, que desejam oferecer a seus fiéis uma forma de oração silenciosa enraizada na tradição contemplativa cristã. Ou então, no Mosteiro de São Bento, na Casa de Retiro dos Jesuítas, em São Conrado, onde houver disponibilidade de horário e de espaço.

Os que praticam a OC também se reúnem em pequenos grupos, uma vez por semana, para praticá-la. Um certo tipo de apoio é necessário para perseverar na prática, de modo especial para os iniciantes. No dizer de Thomas Keating: “ Suponho que uma das grandes proteções da migração seja voar em bandos”.

Qual o requisito para orar e meditar de acordo com a tradição contemplativa cristã?

Todo aquele que busca a intimidade com Deus está apto a se aventurar na viagem. Na prática, a Oração Centrante é simples e não exige esforço algum. Sentado, de olhos fechados, aquiete-se manifestando seu consentimento em relação à presença e à ação interior de Deus em você. Como símbolo dessa intenção, escolha uma palavra sagrada (Deus, Amor, Paz...) para levá-lo ao silêncio interior. Essa palavra pode cessar, voluntária ou involuntariamente. Os pensamentos continuarão a passar por sua mente; se algum o arrastar, retorne a sua palavra sagrada e ao silêncio. Você não tem que se concentrar nem criar imagens mentais. Desapegue-se dos pensamentos e das emoções, deixe a mente aberta à escuta e à presença de Deus na profundidade do seu ser.

Como você administra essa combinação de vida ativa com vida contemplativa?

É difícil explicar o que me leva a carregar nos ombros responsabilidades não profissionais e... não remuneradas que exigem tanto de mim, como a coordenação do Círculo Gregório de Nissa (nossa organização embrionária no Rio), ao mesmo tempo em que me mantenho ativo como engenheiro. Pensando no que me leva a fazer isto, chego à conclusão que sou alguém que saiu fora da curva e foi atingido por uma forma branda de loucura. Reconheço uma pontinha de insanidade ao assumir tamanha responsabilidade. Quem faz o que faço tem, todos os dias, a oportunidade de deixar as atividades acessórias de lado e voltar à vida “normal”, mas nunca a aproveitamos. É o que ocorre comigo, para desalento da minha família ... (risos).


SERVIÇO: O contato com o Círculo Gregório de Nissa pode ser feito através do email: gnissa.rio@terra.com.br ou pela Caixa Postal 33266, CEP 22440-970, Rio de Janeiro, RJ. O Círculo mantém um blog com textos de interesse para a caminhada contemplativa (endereço: http://gnissa.blogspot.com/)